quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Dance Beckett - Ato sem Palavras I

O que preferimos: uma derrota patética ou uma rebelião consciente?
O que fez esse personagem único da peça que é de fato, qualquer um, para ter tamanho castigo? O que terá feito esse homem para existir numa realidade sem mãos? Ou será a própria existência algo terrivelmente limitante?
Qual a sua utopia?

3 comentários:

  1. As particularidades da sintaxe e do estilo beckettiano se resumem a este paradoxo: num mundo privado de sentido imanente, a partir de um sujeito esvaziado da capacidade reflexiva, é preciso elaborar formas significativas, ao mesmo tempo denúncia e cópia deste estado de coisas. O homem contemporâneo está paralisado pela confusão tanto do seu mundo interior quanto do mundo exterior. Sua personalidade é fragmentada; sua consciência está em conflito e em constante fluxo. Ele é incapaz de ter certeza nas suas percepções ou mesmo expressar as percepções de modo a estar habilitando a se comunicar. De que maneira então ele pode agir como um Eu único? O mundo exterior, privado de idéias absolutas, longe tanto do paraíso quanto do inferno, está imerso num estado dinâmico de caos ainda maior.

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  2. Seu erro foi nascer?!
    Antes de suas células serem formadas, transformada e ser expelida por outro corpo existe uma sociedade que o aguarda para seguir suas normas, regras, ditaduras, barreiras, impedimentos, resistências, relaxamentos. a adaptação será de cada um. vence aquele q melhor se enquadra nessas ordens de manter a ordem.

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  3. Minha utopia é a sobrevivência. Ou não.

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