Obrigada por ainda estarem lá, Núbia e Vivys, e aceitarem trabalhar mesmo com o meu atraso inesperado!! (Sobre isto, vejam comentário na última postagem de Graze!). Trabalhamos na sala 4, no térreo da Escola, eu, Núbia e Viviane. A luz da tarde e as janelas de vidro transparente voltadas para a mata de verde intenso deram um clima um tanto mágico àquela tarde, especialmente calma e tranquila. Um enorme contraponto ao estresse que o meu atraso poderia ter provocado. Enquanto nos aquecíamos, perguntei um pouco sobre o que cada uma delas estava ensinando ou fazendo com dança fora dali, e mais uma vez, a tranquilidade de Núbia e Viviane contagiaram o ambiente. Dirigi o aquecimento com balanços em posição sentada na primeira posição com pés juntos; segunda posição com pernas esticadas paralelamente; e terceira posição com pernas esticadas em grande abertura. Prosseguimos com alongamentos de grandes músculos dos membros inferiores e superiores, seguidos de uma forte série de abdominais. Expliquei então que deveríamos avançar no Laboratório I - Impedimento (solos), como Norma havia sugerido no seu diário (que entrou no blog assinado por Padu) para que experimentássemos outros motes. Mas como Viviane não havia experimentado o impedimento provocado pelas mãos, resolvi que faríamos tal experimento, com estruturação e memorização, do mesmo modo como fizemos em laboratório anterior, intuindo que ainda temos trabalho a fazer nesse sentido. Muito interessante perceber o quanto a prevalência de um mesmo sentido de experimentação pode gerar uma profusão de imagens inusitadas e, ao mesmo tempo, coerentes entre si. Penso que estamos caminhando bem na experimentação, gerando coerência nos significados que produzimos. Isso foi se confirmando no segundo momento de experimentação. Tínhamos pouco tempo, já que na primeira etapa não somente construímos estruturas, mas também repassamos uns aos outros, o que sabemos, demanda um tempo maior. Isso acontece como um prolongamento da investigação e exige maior esforço para definirmos as estruturas descobertas, nos obrigando a reconhecer as consignas para o movimento, ou seja motivações e finalizações de cada um deles. Ainda assim, tivemos algum tempo para a experimentação do 'impedimento sem mãos', o qual resultou mais uma vez em pesquisa e estruturação. Somente quatro movimentos em cada sequência geraram formas e dinâmicas inusitadas. Nos comentários, uma análise bastante significativa do processo de criação em curso se deu espontaneamente, espelhando uma qualidade de mutualidade nessa tríade verdejante e vespertina de hoje. Obrigada meninas!! Beijos...
RESISTIR OU NÃO RESISTIR?
Junte-se também ao tecnoconvívio artístico e participe! A sua colaboração é valiosíssima neste processo artístico que está sendo realizado na Escola de Dança da UFBA. Dance Beckett é um projeto de montagem de dança que começou em Agosto de 2011 e você pode participar! VC+1= MULTIDÃO.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
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Como aconteceu na aula de terça, seria interessante sempre, que cada fruto gerado nesses encontros, fossem rememorados e experimentados a cada aula seguinte, é uma forma de interação do processo como um todo, como também a oportunidade de partilha com os que não estavam presentes no dia (mesmo sem ter a dimensão especial do momento!!). Fica como sugestão. Bjs
ResponderExcluirCom certeza faremos isso, Patrícia! Esse material de investigação resulta em um repertório de estruturas que embora pareçam desconexas, têm um sentido em foco, a consigna que dá a coerência ao todo organizado. A exploração desse mote e o resultado das estruturas devererão ser compartilhados na terça. Espero que tenhamos estratégias de registro mnemônicos para além da prática em estúdio que não nos permitam esquecer, e sim...lembrar...beijos...e até terça!
ResponderExcluirTentando lembra mentalmente...Estrutura I (com mãos)+ Desequilíbrio para a frente. Mão esquerda empurra a lateral ilíaca diagonalmente soltando a perna esquerda com pé flexionado. O braço esquerdo acompanha a perna esquerda que transfere o peso em passo à frente. Movimento similar desloca a perna esquerda ao alto enquanto o braço força um vetor para baixo, aparecendo por baixo da perna. desequilíbrio para a frente, e as duas mãos empurram o quadril para frente. Dorso cai e ambas as mãos empurram agora o tronco para trás, levando os dois braços esticados até o alto da cabeça, levando o corpo todo para trás.
ResponderExcluirEstrutura II - No solo. Deitada de costas com braços abertos lateralmente. A perna direita afasta-se da zona proximal, seguida da perna esquerda. O pé direito com apoio na parte frontal do tornozelo esquerdo empurrando a perna de volta à zona central. Duas idas e vindas até o corpo virar-se de bruços com apoio de cotovelo e mão. Sobe o quadril e cai. Corpo/tronco com apoio nos dois antebraços e cai e sobre o osso pubiano e cai. Lembrei!
Com certeza! Isabelle, a aula foi super produtiva exploramos , experimentamos e compartilhamos os nossos solos! que culminou em três sequencia,fruto do nosso processo de investigação,e que hoje, foi compartilhado com o grupo.
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