sexta-feira, 7 de outubro de 2011

pensando-utopia: utopia da resistência

Olá a todos, como vão-vão-vão?!

Enfim estou aqui!

Fui agarrado por uma frase que nem me lembro o início dela, mas lembro-me do final "qual é a sua utopia?". Então pensei e registrei numa frase da coreógrafa Iana Teles : "Viver, sonhar, utopia necessária; acreditar: dançar, dançar..."Aí me despedi! Agora retorno e pergunto: Pode ser a utopia um lugar de desistência social? De falência em virtude do sufoco do cotidiano, do fast-food de cada dia?
E engrossando: Quais são nossas dramaturgias (leia-se,  CAMINHOS) para continuar e resistir  e |sobviver| ao invés de sobreviver? Como reagir a todos os cookes (leia-se, tudo que vemos e criamos sinapses) que nos invadem em quais quer lugares, mesmo nos sonos entre sonhos ou pesadelos?
Uma das minhas ações neste sentido é a seguinte e é simples: como (de comer) um siri de mangue (aquele crustáceo geralmente azulzinho) durante uma hora (pra mais ou pra menos) = me deleito, aí comendo: organizo (ou tento) meus passos seguintes desse processo entre resistir e seguir...

Qual é a sua?

Um comentário:

  1. "...ainda que todas essas obras pudessem de alguma maneira inspirar Thomas More, o sentido preciso do vocábulo utopia pertence à Renascença.

    Destaquemos alguns aspectos do pensamento renascentista que estarão presentes na Utopia de More. Antes de mais nada o humanismo, ou seja, distanciando-se do teocentrismo medieval, a Renascença dá ao homem o lugar central. Desenvolve a idéia de que o homem é dotado de capacidade e força não só para conhecer a realidade, mas sobretudo para transformá-la, idéia que transparece num adágio que será celebrizado por Francis Bacon: "o homem é o arquiteto da Fortuna", ou seja, o homem é senhor de sua sorte ou de seu destino. O humanismo exalta a razão humana, a lógica e a experiência no plano do conhecimento, e a vontade no plano da ação, isto é, o poder para dominar, controlar e governar os apetites e as paixões. O homem é, pois, capaz de guiar-se a si mesmo, desde que, por meio da razão e da vontade, estabeleça normas de conduta e códigos para todos os aspectos da vida prática. Essa idéia da racionalidade e do poder da vontade conduz a duas outras idéias, essenciais para o surgimento das utopias: a de que os homens valem por si mesmos, independentemente de privilégios de nascimento e sangue, de maneira que a oposição entre ricos e pobres é injusta e fonte das revoltas que destroem os Estados; e a de que é possível organizar um Estado sereno, feliz, glorioso e perfeito, fundado na eqüidade e dirigido por um verdadeiro príncipe."
    CAUÍ, Marilena. Notas sobre uttopia. Fonte:cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009...script=sci_arttext

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