quarta-feira, 12 de outubro de 2011

"INDIGNAI-VOS"!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Este pequeno livro de Sthéfane Hessel, lançado em 2011 no Brasil e em diversos países do mundo tem um grande impacto na sociedade global  e é seguido pela publicação, ainda mais recente ,COMPROMETEI-VOS!
Hessel proclama que as injustiças sociais e o grande abismo existente entre ricos e pobres deve diminuir. Segundo ele, não se trata mais de resistir, mas de indignar-se e comprometer-se!
"Indignai-vos", diz Hessel
04/10/2011, Hugo Almeida

Lido 61 vezes
Imprimer cette news Bookmark and Share
A ecologia, o terrorismo e o fosso entre os muito ricos e os muito pobres são os três desafios que a Humanidade enfrentará nas próximas décadas, afirmou o ex-diplomata Stéphane Hessel, um homem que diz "Lutei contra Hitler. E venci."
A propósito da publicação em Espanha da autobiografia "Danse avec le siécle", editada originalmente em 1997, Stéphane Hessel, atualmente com 93 anos, falou dos desafios da Humanidade para os próximos tempos e reforçou o apelo para que os cidadãos se empenhem numa mudança.

"Nunca devem desanimar", apelou.

Stéphane Hessel nasceu em Berlim em 1917, mas cedo foi viver na França com a família, tendo obtido a nacionalidade francesa. A origem judaica obrigou-o a abandonar o país quando da ocupação nazista, para se juntar à Resistência liderada por De Gaulle na Inglaterra.

Em 1944, foi preso em território francês e enviado para campos de concentração nazistas, de onde conseguiu evadir-se. Após o fim da guerra, iniciou uma longa carreira diplomática e representou a França junto às Nações Unidas.

Stéphane Hessel é o único redator ainda vivo da Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948.

Em 2010 publicou o pequeno manifesto "Indignai-vos", um sucesso de vendas traduzido para 25 países, incluindo Portugal. Só em França, o livro vendeu mais de dois milhões de exemplares.

A autobiografia que publicou em 1997 foi agora editada no mercado espanhol e a esse propósito recordou a longa vida à agência Efe.

"O mundo é menos injusto hoje do que quando eu era jovem, mas ainda continua injusto", lamentou.
Quase a completar 94 anos, Stéphane Hessel recordou os tempos em que foi enviado para os campos de concentração, onde assistiu "ao horror absoluto", e o dia em que, no 27º aniversário, escapou à forca trocando de identidade como um homem que tinham morrido de tifo.
A tábua de salvação terá sido o otimismo, a alegria de viver e a poesia, que pode recitar "aos camaradas em alemão, inglês e francês".
Tanto nos campos de concentração como nas fileiras da Resistência, Stéphane Hessel orgulha-se de dizer hoje: "Lutei contra Hitler e fui eu que ganhei".
Aos 93 anos, Stéphane Hessel desvaloriza o facto de estar indicado para o Nobel da Paz e diz-se sossegado perante a morte, porque é alguém que aproveitou bem a vida e foi muito feliz.
Sugiro adquirirmos este pequeno grande livro! E passarmos do impedimento à indignação!!
link:http://bomdia.news352.lu/edito-11638-indgnai-vos-diz-hessel.html

5 comentários:

  1. Neste caso o "resistir" tem uma ligação direta com o impedimento. Mas me vem também a ideia de emparedar, estancar, não ter atitude, como possíveis consequências da ideia de impedimento.
    Mas "Indignação" é uma ação ou atitude?
    Pelo Wikipedia = sentimento de cólera ou de desprezo excitado por uma afronta, uma acção vergonhosa, uma injustiça frisante, etc.
    Encontrei tb um texto legal que cita o livro mencionado e lhe dá um certo entendimento e tb fala da indignação, é interessante dar uma lida: 2011, ano da indignação. http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4870220-EI6783,00-ano+da+indignacao.html

    ResponderExcluir
  2. Gostei muito do texto. Creio que a indignação depende do impedimento para existir. Quando nos indignamos com algo, ou nos resignamos ou reagimos; a consequência depende de como encaramos o fato de sermos impedidos.
    Creio que a clareza desse raciocínio ajuda muito a encontrar o caminho de trabalho ao incluir a indignação como resultado de uma situação de impedimento.

    ResponderExcluir
  3. Super, Patrícia! Já tinha lido esse texto jornalístico do Viana depois de ter ouvido no rádio a notícia da mobilização global de 15 de Outubro dos Indignados!Li de novo!! E pensi que alguns trexos podem servir pra pensarmos a dramaturgia que estamos construindo.
    [...]
    "Era um espetáculo taciturno, paradoxal: de um lado, a cidade que mais atrai turistas na Europa ansiando por uma comemoração do Reveillon, de outro a segurança preponderando sobre a festa como se existissem dois mundos em choque."
    [...]
    "Tudo isso significa reagir. Reagir contra a doença da xenofobia, reagir contra o avanço da extrema direita europeia, reagir contra o aumento dos impostos e as disparidadades sociais. E reagir significa quebrar a apatia, movimentar-se, dizer não."
    [...]
    "O que vai mudar? Não só na Europa, mas a começar pelo nosso promissor Brasil...? Haverá mais indignação? Fica em aberto o significado da palavra indignação. Esse grito veio para ficar e ir longe?"
    Besos!!

    ResponderExcluir
  4. Atenção! O livro de Hessel está à venda em Salvador por R$9,90. Eu, Jean e Núbia já adquirimos
    esse manifesto. Levaremos na terça para lermos juntos!! Até lá!!

    ResponderExcluir
  5. INDIGNAI-VOS E COMPROMETEI-VOS!!!!!!!!!!!
    Segue as palavras do Stéphane Hessel: "O mundo é menos injusto hoje do que quando eu era jovem, mas ainda continua injusto".
    São tantas as questões a serem refletidas...
    Quantas vezes passamos por pessoas sem teto e sem comida e ignoramos a sua existência?
    Assistimos ao noticiário que relata a violência gratuita,os assaltos, a super lotação de hospitais, a negligência com o sistema educacional, as dores alheias,e tantas outras.. E o que fazemos? Pensamos que essa é uma realidade distante e que não nos atinge, por isso não precisamos nos preocupar? Ou agimos de outra maneira? E o que dizer dos preconceitos racial, sexual, econômico, de gênero?
    Indignar-se não é difícil.. Comprometer-se com a mudança...

    ResponderExcluir

Pedimos que o seu comentário não seja abusivo às normas da boa conduta, nem firam a integridade moral, religiosa e de propriedade intelectual e artística das redes digitais aqui apresentadas.